segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Integração x Inclusão

A inclusão tem sido confundida com integração que, segundo o Dicionário Aurélio, é ação ou efeito de integrar, ou seja, completar, inteirar, fazer entrar num conjunto, num grupo. Já a inclusão segundo o mesmo dicionário é ação ou efeito de incluir, encerrar, inserir, envolver, implicar, abranger, ou seja, compreender, aceitar alguém como é; abranger, alcançar, atingir. No que se refere à inclusão escolar, é o ato de incluir pessoas portadoras de necessidades especiais na participação de todo o processo educacional. E embora os conceitos sejam opostos, porque se integrar é fazer parte de um conjunto, e o conjunto é formado por semelhanças, não podemos falar em inclusão sem exigir a integração desses alunos. A inclusão de surdos em sala de aula comum é algo que particularmente me preocupa. Não é possível a inclusão de alunos surdos em sala de aula comum sem que os mesmos interajam entre o todo. A educação inclusiva é uma ação política, cultural social e pedagógica, em defesa dos direitos de todos à Educação. No entanto, quando há inclusão de alunos surdos em sala de aula comum, um dos problemas que encontramos é a falta de comunicação entre o professor/aluno ouvinte e aluno surdo. Será que alunos surdos não gostam de conversar? Ou as constantes inferências comunicativas, que fazem parte do contexto escolar restringem-se apenas a ouvintes da língua?
Infelizmente, é triste perceber a irrelevância da qual são tratados esses pontos no processo de inclusão. Mas, não posso deixar de afirmar que a comunicação proporciona ao surdo sua inclusão através da interação entre professor e aluno ouvinte. E se não partirmos deste pressuposto, continuaremos caindo nas teias da educação especial e suas modalidades de exclusão.